O que eu me lembro de você
são todas as coisas fáceis
como não gostar de mim.
Rios de lágrimas não têm nada a ver, não.
Eu só deixei a torneira ligada
pra ficar mais fácil escorrer
tudo que eu tô tentando lavar
seu sangue de barata
seu despenteado
e todos os meus antigos cds
vão por água abaixo
tudo vai
por água abaixo.
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terça-feira, 6 de abril de 2010
quarta-feira, 31 de março de 2010
Desjuízo
"Queria o mundo pr'eu me saciar e um megafone pra ouvir dizer. pelas antenas que vão avisar por deus. ou o diabo que vai te falar que o fim do mundo não acaba a vida. na luz vermelha da antena já dá pra ver. talvez eu fique, quem sabe você vá. diz-se apenas que um dia estaremos de novo no mesmo lugar. eu vou esperar você. o que ninguém sabe, a antena dirá, não aos ouvidos, mas ao nosso olhar. queria ir no que está por vir, já que eu não sei se seremos assim ou se outros, como nós fazemos agora, falarão por nós."
Quem sou eu pra falar do fim. Eu só posso esperar e descarbonizar-me. Onde eu vou parar não me importa mais, que eu não sei nem onde piso. Pra que apontar essas luzes que olham do céu, se me atropelarem essas luzes que correm no chão? Se todo mundo é colorido, já não importa mais, se todo mundo vê o mundo em preto e branco.
Ser é mais que ser. E já que eu não quero ser só você, eu lavo as minhas mãos e eu fecho os olhos e no escuro posso ser qualquer um.
Quem sou eu pra falar do fim. Eu só posso esperar e descarbonizar-me. Onde eu vou parar não me importa mais, que eu não sei nem onde piso. Pra que apontar essas luzes que olham do céu, se me atropelarem essas luzes que correm no chão? Se todo mundo é colorido, já não importa mais, se todo mundo vê o mundo em preto e branco.
Ser é mais que ser. E já que eu não quero ser só você, eu lavo as minhas mãos e eu fecho os olhos e no escuro posso ser qualquer um.
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Nova ordem
Tudo está onde deveria estar
o mundo abrindo seus olhos de vidro
todo azul sobre telhas e nuvens
o olhar lento
e o estômago vazio
Pudesse eu queria desgravitar
desse azulejo branco
falava merda nos planetas pra perturbar
e em saturno um novo encanto
Dos últimos andares eu me contento
em cuspir no cidadão de bem
só de mau
pra me sentir além de qualquer sinal
desses de transitar.
o mundo abrindo seus olhos de vidro
todo azul sobre telhas e nuvens
o olhar lento
e o estômago vazio
Pudesse eu queria desgravitar
desse azulejo branco
falava merda nos planetas pra perturbar
e em saturno um novo encanto
Dos últimos andares eu me contento
em cuspir no cidadão de bem
só de mau
pra me sentir além de qualquer sinal
desses de transitar.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Apocalipse armorial
Põe no sol o teu vestido de festa
que acenderam luz lá na praça
e hoje vais dançar
amarelando o mundo em poeira
de juízo queimado
e pedaço de pé
na terra seca
do dia de todo final
sangrado de fé.
que acenderam luz lá na praça
e hoje vais dançar
amarelando o mundo em poeira
de juízo queimado
e pedaço de pé
na terra seca
do dia de todo final
sangrado de fé.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Dare
Me ser é dançar
no escuro só com a luz do stand by
apertar os olhos e me ter a pular no espaço de lua em luar
em estrela
entre radio-transmissões
colhendo crenças, conspirações e chás gelados para corações partidos
de carona no nosso eu
ao fim da música eu vou parar.
no escuro só com a luz do stand by
apertar os olhos e me ter a pular no espaço de lua em luar
em estrela
entre radio-transmissões
colhendo crenças, conspirações e chás gelados para corações partidos
de carona no nosso eu
ao fim da música eu vou parar.
domingo, 31 de janeiro de 2010
Polietileno
Fora desse ar
nós vamos e nos assustamos
com tudo que irá ser.
Sacolas plásticas carregam meus sonhos
com mais tato do que um terceiro ou quarto vento.
Se eu tiver um medo
eu vou lá e te chamo.
nós vamos e nos assustamos
com tudo que irá ser.
Sacolas plásticas carregam meus sonhos
com mais tato do que um terceiro ou quarto vento.
Se eu tiver um medo
eu vou lá e te chamo.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
De ontem pra amanhã
Eu fundia o olhar sem quiproquó
só pra ver o começo do avesso
Eu rodava um país numa nuvem só
procurando deitar no teu berço
que eu cansei de me esperar
de me desesperar
de levantar a mão
se eu voltar
eu vou te apegar
eu vou me demorar
pisar o sol no chão
contrair gripe, calor e paixão.
Deixo a alma atrás da porta de manhã
pra esquecer o meu dedo do pé
minha terra se perde nesse afã
pra esquecer de ser o que é
E se diz "parei pra repensar"
Me põe no meu lugar
de lado, embaixo, em vão
e eu voltei
pra carne se acabar
pra alguém me enterrar
pr'eu renascer do chão
que essa história de morrer
num é vida.
só pra ver o começo do avesso
Eu rodava um país numa nuvem só
procurando deitar no teu berço
que eu cansei de me esperar
de me desesperar
de levantar a mão
se eu voltar
eu vou te apegar
eu vou me demorar
pisar o sol no chão
contrair gripe, calor e paixão.
Deixo a alma atrás da porta de manhã
pra esquecer o meu dedo do pé
minha terra se perde nesse afã
pra esquecer de ser o que é
E se diz "parei pra repensar"
Me põe no meu lugar
de lado, embaixo, em vão
e eu voltei
pra carne se acabar
pra alguém me enterrar
pr'eu renascer do chão
que essa história de morrer
num é vida.
sábado, 9 de janeiro de 2010
No samba...
...a nêga é uma ingrata
a Rita é uma puta
Eu, você
e o guarda
moramos na favela.
A felicidade é um carteiro
e a saudade é um cunhado mexendo na geladeira.
a Rita é uma puta
Eu, você
e o guarda
moramos na favela.
A felicidade é um carteiro
e a saudade é um cunhado mexendo na geladeira.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Farrapo
Eu já me cortei com caco de telha
com caco de vidro
e posso garantir que o caco de gente me foi mais doído.
com caco de vidro
e posso garantir que o caco de gente me foi mais doído.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Escuta
Grande, monstruoso amor
desentendido, despedaçado.
Permanecestes sozinho em muitas viagens na vida.
Caminhas sozinho em muitos caminhos da vida.
Eu posso dividir meu segredo com você se disser em qual das minhas mãos ele está. Qual dessas duas mãos sempre tão cheias de dedos, que dedilham fios de cabelo e fios de navalha. Sangrando o mesmo sangue e tocando os mesmos acordes. O mesmo arpejo que resume a vida.
Menos segredo ele será. Nosso segredo a dois
nos torna um
e incompleto. Mas antes de ser eu,
sou o outro.
Quando você não me tem por inteiro - me des-inteiro - me desfaço, desintegro, despedaço. À deriva minhas peças de quebra-cabeças flutuam dentro de bolhas de sabão e me remontam pelo que eu quero te ser. Eu, esse monstro de costuras aparentes, sentidos hipertrofos, trocando pares e pedaços como numa dança de grandes salões.
Sem segredos, nos completamos, você a mim e eu ao nosso amor, até que indolor verdade leve-nos a nossas posições. Sem pares, sem peças, sem existência.
desentendido, despedaçado.
Permanecestes sozinho em muitas viagens na vida.
Caminhas sozinho em muitos caminhos da vida.
Eu posso dividir meu segredo com você se disser em qual das minhas mãos ele está. Qual dessas duas mãos sempre tão cheias de dedos, que dedilham fios de cabelo e fios de navalha. Sangrando o mesmo sangue e tocando os mesmos acordes. O mesmo arpejo que resume a vida.
Menos segredo ele será. Nosso segredo a dois
nos torna um
e incompleto. Mas antes de ser eu,
sou o outro.
Quando você não me tem por inteiro - me des-inteiro - me desfaço, desintegro, despedaço. À deriva minhas peças de quebra-cabeças flutuam dentro de bolhas de sabão e me remontam pelo que eu quero te ser. Eu, esse monstro de costuras aparentes, sentidos hipertrofos, trocando pares e pedaços como numa dança de grandes salões.
Sem segredos, nos completamos, você a mim e eu ao nosso amor, até que indolor verdade leve-nos a nossas posições. Sem pares, sem peças, sem existência.
sábado, 21 de novembro de 2009
Vida de bolso
Quando saiu de casa tudo que queria era um cachorro quente
e a TV mandava nunca mais jantar.
Não tenho desses dias que se passam em fotografia
do pôr-do-sol
e certamente não duro mais de um mês ouvindo Tom
Jobim ou Zé.
Saiu de frente pra um apartamento, emprego, filho
casamento,
e num domingo - dessas horas tão mortais - foi se hospitalizar
E então minha melhor amiga vem a ser
a máquina de hemodiálise
mas entre tantas vidas que se lê
não sei nem quando eu vou voltar
E entre raios e estímulos - tão vitais -
eu peço um disco voador
e eu não desço mais.
http://vidadebolso.blogspot.com/
e a TV mandava nunca mais jantar.
Não tenho desses dias que se passam em fotografia
do pôr-do-sol
e certamente não duro mais de um mês ouvindo Tom
Jobim ou Zé.
Saiu de frente pra um apartamento, emprego, filho
casamento,
e num domingo - dessas horas tão mortais - foi se hospitalizar
E então minha melhor amiga vem a ser
a máquina de hemodiálise
mas entre tantas vidas que se lê
não sei nem quando eu vou voltar
E entre raios e estímulos - tão vitais -
eu peço um disco voador
e eu não desço mais.
http://vidadebolso.blogspot.com/
domingo, 25 de outubro de 2009
Pequenas cobaias narcisistas
Lá de cima
Eu quero ver se dá
Algum trocado entre a placenta e o caixão.
Se eu pudesse filmar
Você faria um documento
E preto e branco
do seu melhor perfil
seu ponto de mutação
seu ponto de direção
sua
unidade
relativa
seu ponto de vista
Que será...
quando crescer
Que será...
em dissolver
então
dissipar.
Eu quero ver se dá
Algum trocado entre a placenta e o caixão.
Se eu pudesse filmar
Você faria um documento
E preto e branco
do seu melhor perfil
seu ponto de mutação
seu ponto de direção
sua
unidade
relativa
seu ponto de vista
Que será...
quando crescer
Que será...
em dissolver
então
dissipar.
domingo, 11 de outubro de 2009
poeira púrpura.
o tom de uma canção
púrpura feito lua sobre sol
espera-se partir no amanhecer
e eu não conheço mais nada
cada último segundo
é mais um pingo
em mais um i
dedicado a alguém
que não você
que nem a mim.
um.
sentido.
morrer.
púrpura feito lua sobre sol
espera-se partir no amanhecer
e eu não conheço mais nada
cada último segundo
é mais um pingo
em mais um i
dedicado a alguém
que não você
que nem a mim.
um.
sentido.
morrer.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
condição
de onde vem
e pra onde vai?
pode-se ir
e eu vou ficar.
quanto do tempo
pode contar
se está aqui pra se esperar?
pra onde voltar
pra chegar
onde tem
existir além de estar?
calço nos pés o que preciso na cabeça
o mesmo lugar
a mesma pedra.
se bem me lembro
esqueço que há
algum motivo pra ficar.
e se enforcar
e esperar
um alguém
que te entenda o descompletar...
e pra onde vai?
pode-se ir
e eu vou ficar.
quanto do tempo
pode contar
se está aqui pra se esperar?
pra onde voltar
pra chegar
onde tem
existir além de estar?
calço nos pés o que preciso na cabeça
o mesmo lugar
a mesma pedra.
se bem me lembro
esqueço que há
algum motivo pra ficar.
e se enforcar
e esperar
um alguém
que te entenda o descompletar...
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
analógico
Day in day out
não é dia sim, dia não
ainda temos vírgula
calor, contato, saliva,
calafrio.
Outras carnes ainda nos dão,
pelo menos,
desconfiança.
E todo ódio
ou equivalentes,
ainda não vem em nanopartículas.
Eu ainda não sei...
que reza fazer para ter uma oca
um teletranspote
uma cerca elétrica.
somente sexo por sexo
e olho no olho
não é dia sim, dia não
ainda temos vírgula
calor, contato, saliva,
calafrio.
Outras carnes ainda nos dão,
pelo menos,
desconfiança.
E todo ódio
ou equivalentes,
ainda não vem em nanopartículas.
Eu ainda não sei...
que reza fazer para ter uma oca
um teletranspote
uma cerca elétrica.
somente sexo por sexo
e olho no olho
domingo, 26 de julho de 2009
Estela
Quando ela se jogou
não foi por nenhum mirar
que essa luz se apagou
acho que foi a vida
de esperar o sol se pôr
depois de tanto rezar
pro tempo negligênciar
todo agora.
talvez nunca se chegue lá
quem sabe nunca se alcance
e eles dizem que muito do que se vê
já é findo.
não foi por nenhum mirar
que essa luz se apagou
acho que foi a vida
de esperar o sol se pôr
depois de tanto rezar
pro tempo negligênciar
todo agora.
talvez nunca se chegue lá
quem sabe nunca se alcance
e eles dizem que muito do que se vê
já é findo.
segunda-feira, 30 de março de 2009
Samba de cinco notas
Foi por um norte ou pelo sul
que eu deixei de guiar a carruagem você me deu?
naquele dia...
E meu dinheiro se acaba
dá uma senha pra eu falar com deus.
Você me diz 'tá tudo bem'
outro dia
sei lá
sei cá que hoje eu vou te chamar.
Como é que fica?
Um cinema na tarde
e aquele beijo que te devo, dá?
Mas não me deixa assim
num adeus sem abraço
uma dança num sem espaço
e quem não gosta
quem não carece
aparece
inventa então
um motivo pra televisão calar.
e vai que até ficará
nosso plano imperfeito
um 'meu amor dá um jeito'
de amanhecer
eu posso dormir em órbita
terrestre ou além mar.
Ou além mar...
que eu deixei de guiar a carruagem você me deu?
naquele dia...
E meu dinheiro se acaba
dá uma senha pra eu falar com deus.
Você me diz 'tá tudo bem'
outro dia
sei lá
sei cá que hoje eu vou te chamar.
Como é que fica?
Um cinema na tarde
e aquele beijo que te devo, dá?
Mas não me deixa assim
num adeus sem abraço
uma dança num sem espaço
e quem não gosta
quem não carece
aparece
inventa então
um motivo pra televisão calar.
e vai que até ficará
nosso plano imperfeito
um 'meu amor dá um jeito'
de amanhecer
eu posso dormir em órbita
terrestre ou além mar.
Ou além mar...
domingo, 1 de março de 2009
Pose
De que maneira
que diferença
com que pele eu saio presses espelhos?
Até quando
Por quanto tempo
Que diferença?
Se eu falo
se eu não me calo
se eu tento
nenhum alento ou eu passo
do seu olhar.
Eu ando
vista no chão
cabeça e vendo
na folha amarela
na pedra
que eu tropeço
no papel
que eu passo os olhos
que eu não entendo
que eu finjo
você inveja
eu temo pela verdade, pela teoria
O muro
a marca de pés
a nossa dança, nosso sorriso
o botão
o satélite
a transmissão
o fim.
que diferença
com que pele eu saio presses espelhos?
Até quando
Por quanto tempo
Que diferença?
Se eu falo
se eu não me calo
se eu tento
nenhum alento ou eu passo
do seu olhar.
Eu ando
vista no chão
cabeça e vendo
na folha amarela
na pedra
que eu tropeço
no papel
que eu passo os olhos
que eu não entendo
que eu finjo
você inveja
eu temo pela verdade, pela teoria
O muro
a marca de pés
a nossa dança, nosso sorriso
o botão
o satélite
a transmissão
o fim.
sábado, 28 de fevereiro de 2009
infinitivo II
quem sabe sem muito afinco e muita afetação...
talvez quando ela dissesse um goodbye,
ou quem deixasse fosse por um outro alguém
dessas todas formas, eu ainda escreveria esse nosso caso de meu amor
se quando enquanto fosse apenas pro começo
uma é por se entender
outra é por não querer
a moça sai por não estar mais
um dia eu vou atender o telefone quando ia discar
um dia eu vou sair na chuva só pra te encontrar
meu ainda mudo mundo desperta inda presse direito ao grito
essa vontade de talvez, essa esperança de só ter de ter
esse desejo de qualquer coisa.
talvez quando ela dissesse um goodbye,
ou quem deixasse fosse por um outro alguém
dessas todas formas, eu ainda escreveria esse nosso caso de meu amor
se quando enquanto fosse apenas pro começo
uma é por se entender
outra é por não querer
a moça sai por não estar mais
um dia eu vou atender o telefone quando ia discar
um dia eu vou sair na chuva só pra te encontrar
meu ainda mudo mundo desperta inda presse direito ao grito
essa vontade de talvez, essa esperança de só ter de ter
esse desejo de qualquer coisa.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Rima de infinitivo
eu gosto disso em si e dó.
Então...eu,
feito de águas passadas
por barros, seres
e nadas...
ei, espera.
Que eu,
sem dividir um só pesar
a sorrir junto e a chorar
em solidão...
eu quero um beijo seu.
(pra não me acostumar, eu vou mudar. Eu quero sangue, o sol, um vinho, o sal. Olhos no mar. Soar estranho só pra quem o mundo ousou parar)
Moro numa estrela
gosto do vento por lá.
Provando cores eu descobri
que há azuis a se amar.
Então...eu,
feito de águas passadas
por barros, seres
e nadas...
ei, espera.
Que eu,
sem dividir um só pesar
a sorrir junto e a chorar
em solidão...
eu quero um beijo seu.
(pra não me acostumar, eu vou mudar. Eu quero sangue, o sol, um vinho, o sal. Olhos no mar. Soar estranho só pra quem o mundo ousou parar)
Moro numa estrela
gosto do vento por lá.
Provando cores eu descobri
que há azuis a se amar.
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